Feijão-manteiga
Vegetais

Destaques nutricionais

CongeladoVagens
Por
(284g)
5,11gProteína
21,53gHidratos de carbono
0,6gGordura total
Calorias
93,72 kcal
Fibra alimentar
28%7,95g
Vitamina K (filoquinona)
106%127,8μg
Manganês
47%1,09mg
Vitamina C
40%36,64mg
Tiamina (B1)
23%0,28mg
Riboflavina (B2)
20%0,26mg
Cobre
15%0,14mg
Magnésio
14%62,48mg
Ferro
13%2,44mg

Feijão-manteiga

Introdução

O feijão-manteiga, frequentemente reconhecido pela sua tonalidade amarela brilhante, é uma variedade de vagem que se destaca pela sua textura delicada e sabor suave. Embora partilhe a mesma origem botânica do feijão-verde tradicional, a sua cor distinta e o perfil de sabor ligeiramente adocicado tornam-no uma escolha popular para quem procura diversidade cromática e nutricional na mesa. Estas vagens, colhidas antes de o grão atingir a maturação plena, representam um elemento versátil e prático, especialmente quando disponíveis em conserva ou congeladas.

A experiência sensorial ao consumir este vegetal é marcada pela sua suavidade, que, como o nome sugere, remete a uma textura tenra e amanteigada após a cozedura. Ao contrário de outras variedades, o feijão-manteiga mantém uma leve crocância que contrasta de forma agradável com preparações mais macias. A sua presença no mercado em formato congelado é uma excelente forma de garantir a conveniência, preservando a qualidade do produto durante todo o ano para diversas aplicações culinárias.

Usos culinários

A versatilidade do feijão-manteiga permite que seja integrado numa vasta gama de técnicas, desde o simples salteado em azeite com alho até à cozedura a vapor. Por possuir uma textura naturalmente tenra, é um ingrediente que cozinha rapidamente, sendo ideal para quem procura refeições saudáveis e céleres. Uma técnica comum é branqueá-lo brevemente antes de o adicionar a saladas frescas, o que realça a sua cor vibrante e mantém a integridade da sua estrutura.

No paladar, a sua natureza neutra faz com que seja um acompanhamento perfeito para pratos de carne, peixe ou outras leguminosas, absorvendo facilmente os aromas das especiarias e ervas aromáticas utilizadas na confeção. Combina particularmente bem com elementos cítricos, como o sumo de limão, ou com a gordura rica de frutos secos, como amêndoas torradas, que conferem uma dimensão extra à textura. É também um excelente complemento para sopas rústicas, onde a sua suavidade se funde harmoniosamente com ingredientes mais robustos.

Nutrição e saúde

O feijão-manteiga é notável pelo seu elevado teor de Vitamina K, um nutriente essencial que desempenha um papel fundamental na saúde óssea e na correta coagulação sanguínea. A par desta vitamina, destaca-se como uma excelente fonte de fibra alimentar, um componente vital que promove a saúde do sistema digestivo e contribui para uma sensação de saciedade prolongada, facilitando a gestão do apetite ao longo do dia.

Para além dos benefícios estruturais, este vegetal é uma fonte relevante de Vitamina C e várias vitaminas do complexo B, como a tiamina e a riboflavina, que são indispensáveis para o metabolismo energético do corpo. O seu aporte de minerais, incluindo o manganês e o cobre, trabalha de forma sinérgica para apoiar a função antioxidante e manter a integridade dos tecidos conectivos. Incorporar este vegetal na dieta é uma estratégia eficaz para enriquecer o prato com micronutrientes essenciais sem aumentar significativamente o valor calórico das refeições.

História e origem

O feijão-manteiga, cientificamente conhecido como Phaseolus vulgaris, tem raízes profundas no continente americano, onde as variedades de vagem amarela foram selecionadas e cultivadas por povos indígenas ao longo de séculos. A sua adaptação a diversos climas permitiu que, após o século XVI, se difundisse rapidamente por todo o globo através das rotas de comércio marítimo, tornando-se um alimento básico em muitas culturas mediterrânicas e europeias.

Historicamente, o cultivo de vagens foi fundamental para a subsistência de muitas famílias, uma vez que a sua colheita precoce permitia um aproveitamento eficiente da planta antes da maturação completa dos grãos secos. Ao longo do tempo, a seleção varietal focou-se em melhorar a textura da vagem, culminando nas variedades amarelas modernas que conhecemos hoje, valorizadas tanto pela sua atratividade visual como pela sua facilidade de processamento e conservação em sistemas alimentares modernos.